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Perspectivas para esta nova década: Previsões, intenções ou “futurologia”?

Neste primeiro mês do ano, foram diversos os artigos de opinião, das mais diversas entidades, sobre a evolução do mercado imobiliário.
Podemos ver títulos como o “ Imobiliário continuará de boa saúde em 2020” , “O imobiliário vive dias felizes … e assim deverá manter-se em 2020. “, “Habitação: preços vão subir em 2020.”

As perspectivas são genericamente positivas alimentadas pelo desenvolvimento dos chamados “negócios alternativos” como o coworking e o coliving, a força do investimento estrangeiro e a manutenção das baixas taxas de juro.
Haverá que estar atento ao impacto das medidas do Governo, que, se por um lado se apresentam negativas para o desenvolvimento do sector dado o agravamento da carga fiscal sobre o imobiliário, por outro, parecem fortemente dinamizadoras do arrendamento e habitação acessível.

Notam-se também alguns pontos de pressão, amplamente identificados este ultimo mês, como o atraso nos licenciamentos, a subida dos custos de construção e a escassez de stock.

É urgente conseguir, neste novo ano a estabilidade do mercado imobiliário: Manter o dinamismo do investimento, nacional e estrangeiro e potenciar uma oferta adequada à procura.

Pelo Porto, e tendo por base a minha “micro” percepção, noto que é realmente urgente a adequação da oferta à procura, e espero com bastante expectativa resultados do que parece ser uma forte aposta na habitação acessível.
Sinto já alguma estabilização dos preços no centro da cidade, porque se tornaram algo inacessíveis para uma significativa fatia da “procura habitual” e a consequente tendência de subida nos concelhos limítrofes. Preocupam-me as fortes restrições ao desenvolvimento do alojamento local face ao perfil de produto que constitui hoje a oferta no centro da cidade.
No entanto, e na verdade, o Porto continua lindíssimo, apaixonante e são cada vez mais aqueles que elegem a cidade para viver.

Acredito que o que o mercado imobiliário precisa, para 2020 e para esta nova década, é realmente de estabilidade.
Será possível assegurá-la?
Até quando a conseguiremos manter?