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Investir em imóveis? Cidades com salários altos rendem mais

Uma das tendências no investimento imobiliário é o avanço da tecnologia, que está a mudar o paradigma (e o portfolio) dos investidores.

Investir em imóveis? Cidades com salários altos rendem mais

 

Uma das tendências no investimento imobiliário é o avanço da tecnologia, que está a mudar o paradigma (e o portfolio) dos investidores.

 

Portugal está na moda e Lisboa e Porto estão cada vez mais na mira dos investidores estrangeiros. No entanto, apesar do boom do setor do imobiliário nos últimos anos, o país ainda está longe de vir a ter uma estrela no passeio da fama das Cidades Globais.

O ranking que é publicado anualmente pela Schroders distingue as cidades onde o investimento em imobiliário pode ser uma boa aposta. Na lista deste ano, Los Angeles ocupa o primeiro lugar.

Das trinta cidades que fazem parte do top, 18 ficam na América do Norte. A Ásia contribui com seis e na Europa só duas (Londres e Paris) conquistaram o título de “Cidade Global”.

O carimbo premeia as cidades com a melhor pontuação numa série de critérios: previsões sobre o crescimento da economia e do rendimento disponível na próxima década, a dimensão da população, as vendas a retalho e a qualidade das universidades.

Mas o que faz destas cidades um alvo apetecível para os investidores? “Não descreveríamos o investimento nas Cidades Globais como ‘seguro’ mas achamos que é menos arriscado. Isto significa que, na nossa opinião, certas cidades serão economicamente mais fortes do que outras.

Acreditamos que há cidades que, devido às suas vantagens inerentes, são capazes de atrair os melhores e mais competentes funcionários. Isto impulsiona a economia dessas cidades graças ao elevado poder de compra desses funcionários”, explica Hugo Machin, responsável de investimentos em imobiliário da Schroders, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Apesar dos sobressaltos causados pela decisão tomada pelos britânicos em junho do ano passado, Londres ocupa o segundo lugar do ranking das Cidades Globais, tendo escalado quatro posições. E não deverá sair de lá tão cedo. “O Brexit pode ter impacto em Londres principalmente devido à incerteza que acarreta. Esta situação pode levar as empresas a não se comprometerem com planos de gastos.

Dito isto, Londres tem enormes vantagens competitivas, e é por isso que surge em segundo lugar na nossa lista. Essas vantagens incluem uma economia diversificada, universidades de topo e um grande e diverso panorama cultural”, explica Hugo Machin.

A próxima “Amazon City” Um bom exemplo do peso das cidades globais foi o frenesim instalado nos Estados Unidos quando em setembro a Amazon anunciou que estava à procura da localização perfeita para instalar a sua segunda sede, e que estavam abertas as inscrições. A promessa de cinco mil milhões de dólares de investimento e 50 mil postos de trabalho deu origem a uma verdadeira corrida pelo “ouro” de Jeff Bezos.

Em troca, a Amazon pede “apenas” a existência de mão-de-obra qualificada, boas infraestruturas e transportes e um bom nível de qualidade de vida.

Entre 2010 e 2016, o investimento da Amazon em Seattle terá rendido 38 mil milhões de dólares à economia da cidade. Hoje, a cidade surge no 13º lugar das Cidades Globais da Schroders.

 

Fonte: dinheirovivo.pt