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Como libertar-se da sua casa

Independentemente da sua decisão para vender a sua casa, provavelmente não a fez de ânimo leve. Um contratempo familiar, deslocalização para um novo emprego, divórcio, a morte de um cônjuge ou problemas financeiros são algumas das razões que os portugueses têm para vender a sua casa.

Como libertar-se da sua casa

 

Independentemente da sua decisão para vender a sua casa, provavelmente não a fez de ânimo leve. Um contratempo familiar, deslocalização para um novo emprego, divórcio, a morte de um cônjuge ou problemas financeiros são algumas das razões que os portugueses têm para vender a sua casa. A sua razão é, em termos imobiliários, a sua “motivação para vender”.

Parece-lhe um pouco impessoal, não é? Afinal, a sua casa está cheia de memórias. A sua casa é mais do que o lugar onde armazenou as suas coisas, é mais do que a sua protecção aos elementos – é onde comemorou os aniversários, criou filhos e passou tempo com as pessoas que mais ama. Estas experiências e memórias podem ser difíceis de libertar ou pode sentir algum alívio, dependendo da sua motivação para a venda.

Assim, embora a sua motivação possa ser suportada por tragédia ou alegria, é importante colocar as suas emoções de lado por um curto período de tempo e tratar da venda da sua casa como um negócio.

Vamos abordar algumas das armadilhas que poderá encontrar quando vender, se estiver emocionalmente ligado à sua casa.

 

Amor não é igual a Dinheiro

 

O valor de mercado não tem nada a ver com o amor. Assim, apesar das emoções que sentir sobre a sua casa não espere que alguém externo vá sentir o mesmo amor e, portanto, disposto a pagar mais do que o seu valor de mercado.

Claro que vai querer fazer tudo o que puder para aumentar o valor da habitação. Deverá livrar-se de memórias datadas, reparar o que for necessário e embelezar a casa para atrair compradores.

 

Não considere nada pessoalmente

 

Ser criticado nunca é fácil e durante o processo de venda poderá ter que ouvir algumas. Desde feedbacks negativos dos compradores até pedidos para “se livrar do tapete feio”, uma vez que o imóvel está à venda, terá muitas oportunidades para se sentir ofendido. Tenha em mente, durante essa fase, que nenhuma casa é perfeita para todos.

Dependendo do mercado, até mesmo uma oferta de  mais baixa pode valer a pena negociar, pelo que deverá colocar as emoções de lado e tratar isso como uma transacção comercial.

  

Abra os horizontes

 

A sua vida pode se tornar stressante quando sua casa estiver à venda. O tempo não pára – ainda tem que ir trabalhar e, se tem crianças, têm que fazer os trabalhos de casa, têm jogos e outras actividades extra-curriculares. É especialmente fácil dizer a si mesmo que está “muito ocupado” para permitir que potenciais compradores possam ver a casa quando ainda está muito ligado a ela. Mas permita que lhe diga que é obrigatório se a quiser vender.

Entenda que sua vida vai ser interrompida até que a casa seja vendida. Aceite, compartilhe com a sua família e comprometa-se a acomodar potenciais compradores.

  

Como lidar

 

Para a maioria dos portugueses, a sua casa é o seu maior investimento financeiro, bem como o ícone de uma vida vivida, um santuário alcançado com sonhos frustrados e realizados. É natural sentir apego, especialmente se vive na sua casa à algum tempo. Mas deixar ir sem deixar marcas é um desafio para alguns.

Uma sugestão para o ajudar a libertar-se é perceber que o seu valor emocional não termina quando a vender. Através das suas memórias conseguirá manter a maior parte do valor que a casa tem para si.

Então, tirar muitas fotografias, até mesmo apanhar uma mão cheia de terra do jardim e plantar algo para levar para a nova casa. Tudo o que precisa fazer para deixar ir emocionalmente, irá ajudá-lo a vender a sua casa rapidamente e pelo melhor valor.