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Como comparar propostas de crédito à habitação? O BdP dá quatro dicas

 

Os bancos voltaram a mostrar disponibilidade para financiar a compra de casa. Os dados do Banco de Portugal (BdP) comprovam este cenário, já que em janeiro e fevereiro foram emprestados 1.310 milhões de euros – trata-se do melhor arranque de ano desde 2010. Se está à procura de casa e precisa de comparar propostas de crédito à habitação, tome nota destas quatro dicas. É o próprio BdP que as dá.

Para descomplicar a decisão de escolher uma das várias propostas em cima da mesa, o supervisor ajuda os consumidores a escolher o empréstimo que melhor se adequa às suas necessidades. Afinal, o crédito à habitação é um financiamento para vida, dada a sua longa maturidade.

 

Estas são as quatro dicas dadas pelo BdP:

 

1 – Não olhe só para o spread

 

Um crédito com um spread mais baixo não sai necessariamente mais barato. É preciso ponderar outros elementos do custo do crédito.

Compare sempre a TAEG – a taxa anual de encargos efetiva global – e o MTIC – o montante total imputado ao consumidor – das propostas de crédito. Em propostas de crédito com o mesmo montante e o mesmo prazo, a proposta com TAEG e MTIC mais baixos é aquela em que o cliente suporta menos custos.

A TAEG e o MTIC são indicadores que ponderam todos os custos do crédito, ou seja, consideram não só os juros, mas também os restantes custos com comissões, impostos, seguros exigidos e outros encargos. A TAEG expressa todos os custos do crédito em percentagem anual do montante do empréstimo e o MTIC é a soma do montante do crédito com todos os encargos que o cliente irá pagar durante a vigência do empréstimo.

 

2 – Verifique se as propostas preveem a aquisição de outros produtos

 

O spread pode ser mais reduzido caso o cliente aceite adquirir os produtos propostos, mas esses produtos também podem trazer custos. Em causa estão, por exemplo, cartões de débito ou de crédito.

Se, durante a vigência do contrato de crédito, o cliente quiser desistir dos produtos que adquiriu, a instituição pode aumentar o spread do crédito, de acordo com o que estiver previsto no respetivo contrato. Mas esse aumento só pode ocorrer no prazo de um ano. Após um ano, a instituição de crédito não pode aumentar o spread com esse fundamento.

 

3 – Atenção ao prazo do empréstimo

 

Créditos com prazos mais longos têm prestações mais baixas, mas são, por norma, mais caros.

Se o montante, a taxa de juro e as demais caraterísticas do crédito forem iguais, um crédito com prazo mais longo terá prestações mais baixas que um crédito com prazo mais curto.

Quando o prazo de reembolso é mais longo, a amortização de capital é mais lenta e paga mais juros por esse crédito.

Pode sempre pedir ao banco para lhe apresentar o impacto de diferentes prazos no valor da prestação mensal e no montante total de juros e outros custos que terá de pagar pelo empréstimo.

 

4 – Taxa de juro variável, fixa ou mista?

 

Num crédito de taxa de juro fixa, o valor da prestação é sempre o mesmo ao longo do empréstimo, o que permite conhecer os encargos com o empréstimo. No entanto, pelo menos no início, as prestações são geralmente mais elevadas que num crédito contratado a taxa de juro variável.

Nos empréstimos a taxa variável, a taxa de juro varia ao longo do prazo do empréstimo. Como a taxa de juro é a soma do indexante e do spread, as alterações do indexante (por exemplo, a Euribor) têm impacto no valor da prestação, que pode subir ou descer ao longo do empréstimo.

Nos empréstimos a taxa de juro mista, o contrato de crédito tem um período em que a taxa é fixa, seguido de um período em que a taxa é variável.

 

Fonte: idealista.pt

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